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Nova Lei cria Dia Nacional do Sanfoneiro

 SOBE DEUS ME PROTEJA (Chico César e Dominguinhos)

Desde que Juliette Freire cantou um trecho de “Deus me Proteja” no Big Brother Brasil, a música viralizou e virou hit nas plataformas de streaming. O feito rendeu um agradecimento e um convite para gravar a canção, feito pelo compositor Chico César à paraibana, fenômeno da internet com mais de 22 milhões de seguidores no Instagram.

Além da bela letra, a música conta com a sanfona do mestre Dominguinhos.

SOBE SANFONA DE DEUS ME PROTEJA

Dominguinhos nasceu no agreste pernambucano, na década de 1940, e viveu até 2013. Filho de um sanfoneiro e afinador de sanfonas, aos seis anos de idade já aprendeu a tocar o instrumento e começou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis.

Sua trajetória se esbarra na de outro grande sanfoneiro, responsável, inclusive, pelo apelido Dominguinhos: Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que o conheceu em Guaranhuns e quem Dominguinhos foi procurar para tocar sanfona no Rio de Janeiro.

SOBE SANFONA ASA BRANCA

O também pernambucano Luiz Gonzaga, mestre da sanfona, da zabumba e do triângulo, nasceu em Exu, em 1912, e viveu até 1989. Fascinou todo o Brasil com suas músicas que retratavam a realidade muitas vezes sofrida de seu Nordeste. Asa Branca é considerada uma de suas mais importantes canções.

SOBE MAIS ASA BRANCA

Completa esse trio dos mestres da sanfona Severino Dias de Oliveira, o Sivuca. Sivuca foi um dos mais importantes multi-instrumentistas brasileiros do século 20.

Ele nasceu em João Pessoa, capital paraibana, em 1930. Começou a tocar sanfona aos 9 anos de idade, depois de ganhar o instrumento de presente do avô.

SOBE FEIRA DE MANGAIO

Na década de 1950, morou no Rio de Janeiro, em Lisboa e em Paris, onde recebeu reconhecimento internacional.

Morou também em Nova Iorque. Lá, entre outros trabalhos, fez o arranjo do sucesso "Pata Pata", de Miriam Makeba, com quem viajou pelo mundo até o fim da década de 1960.

Sivuca morreu em 2006, depois de lutar contra um câncer.

Já virou lei uma proposta aprovada pelo Congresso que cria um dia para homenagear os sanfoneiros: agora o Dia Nacional do Sanfoneiro é o dia 26 de maio, dia de nascimento do mestre Sivuca.

SOBE MAIS FEIRA DE MANGAIO

Para o sanfoneiro carioca Marcelo Caldi, Sivuca é um dos grandes responsáveis por transformar uma cultura essencialmente nordestina em identidade nacional.

“Eu considero, junto com Luiz Gonzaga e Dominguinhos, um dos maiores sanfoneiros de todos os tempos. Por sinal, os três sanfoneiros são músicos nordestinos que tiveram que deixar sua terra natal para dedicar suas vidas à carreira artística e a alegrar e ajudar as pessoas. Eu saúdo, então, também, todos os nordestinos que ajudaram a construir a identidade cultural do nosso país. Se hoje temos uma enorme geração de grandes sanfoneiros espalhados pelo Brasil, isso se deve aos três sanfoneiros que eu citei.”

SOBE MARCELO CALDI LAMENTO NORDESTINO

O autor da proposta que deu origem ao Dia Nacional do Sanfoneiro é o ex-senador Efraim Morais.

O deputado Efraim Filho (DEM-PB) comentou a sanção da nova lei.

“O Sivuca merece todas as homenagens e nada mais justo do que homenagear o dia do sanfoneiro com a figura desse paraibano e brasileiro ilustre. Além de um grande músico, ele também era compositor, arranjador e maestro. É realmente uma referência extraordinária do talento e da música brasileira e essa iniciativa que é do ex-senador Efraim Moraes, meu pai, então me toca também do ponto de vista pessoal e nos deixa orgulhosos de saber que a nossa cultura, a nossa arte está bem representada.”

Para Efraim Filho, a grande herança deixada por Sivuca aos sanfoneiros e aos músicos de forma geral tem a ver com a valorização da cultura e das tradições brasileiras e a busca, nas nossas raízes, “daquilo que realmente representa a nossa terra e a nossa gente”.

SOBE LUCY ALVES QUI NEM JILÓ

Da Rádio Câmara, de Brasília, Paula Bittar.

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